A Multidimensionalidade do Universo Morontial

Quando falamos em energia Morontial, estamos abordando um aspecto complexo da relação entre matéria e antimatéria, sem que com isso tenhamos uma explosão primordial, como ocorre nas explicações e teorias da física moderna, onde se acredita através de pequenos experimentos empíricos, que quando uma antipartícula se choca com uma partícula, ocorre uma forte explosão e liberação de energia. Ao estudarmos por exemplo os Neutrinos, temos uma situação totalmente anômala, que ainda não encontrou um respaldo teórico satisfatório na comunidade cientifica mundial, pois apesar de ser uma “antiparticula”, o Neutrino não possui interação nefasta quando em contato com a estrutura material do universo, capaz de atravessar por completo o planeta Terra, sem ao menos gerar com isso qualquer interação ou alteração da estrutura e da massa atômica da matéria. Situação que para a comunidade cientifica ainda não possui bases concretas de pesquisa.

A descoberta dos Neutrinos, ocorreu por volta dos anos 1960, quando se estudava as emissões radioativas das estrelas, através de suas reações nucleares no ciclo interno próton-próton. Como os Neutrinos apresentam massa (zero) na teoria eletrofraca, não possuindo carga, eles são capazes de interagir com a matéria de forma fraca, sem alterar o seu comportamento, o que faz do Neutrino a principal partícula, capaz de propagar-se entre o plano material e não material, inserido dentro do contexto da espiritualidade, no que condiz a questão da Alma, Espírito e realidades de consciência em outras dimensões.

Os Neutrinos podem atravessar anos-luz de chumbo sólido sem interagir com um só átomo! Sua secção de choque é da ordem de \Sigma = 10^ {-44} cm^2, de modo que seu livre caminho médio no interior do Sol ($ \lambda = 1/n\Sigma$, onde n é a densidade média de matéria no interior do Sol) é equivalente a 109 raios solares. Essa configuração elaborada por Wolfgang Pauli, representa uma luz no túnel relativa aos estudos posteriores, sobre a questão Quântica do universo e de suas múltiplas realidades de expansão da energia x matéria. O Professor Wolfgang Pauli previu teoricamente a existência dos Neutrinos por volta de 1930, para explicar a variação de energia dos elétrons emitidos em decaimentos (beta) em que os nêutrons se transformam de forma espontânea em um próton, emitindo dessa forma um elétron. Pelas pesquisas elaboradas através da tecnologia terrestre, se chegou à conclusão que a vida média de um Neutrino é de cerca de 12 minutos. O professor Wolfgang Pauli recebeu o prêmio Nobel em 1945, pela elaboração e descoberta dos Neutrinos, devido a sua proposta, na qual a partícula neutra estava carregando o diferencial de energia das reações estudadas, dando origem à partícula teórica do neutrino.

Para o melhor entendimento do que é energia e matéria Morontial, podemos empregar o Neutrino como base de estudo e comparação. Uma partícula capaz de viajar a velocidades ultra luz, sem com isso quebrar o campo energético das partículas e das antipartículas envolvidas, atuando de forma neutra dentro das diferentes dimensões e dos campos de energia entre os diferentes gradientes de potencial energético de cada dimensão do universo. O espírito é na verdade uma emanação de energia similar aos Neutrinos, porém mais refinada e bem mais avançada, que corresponde a uma outra partícula muito além da estrutura dos Neutrinos. Podemos definir que os Neutrinos são na verdade a radiação residual da energia do Espirito/Alma que é gerada em dimensões muito superiores e além do plano existencial da própria antimatéria, como é avaliada pela sociedade cientifica terrestre atual (2014), situação que em breve será modernizada com os desdobramentos das descobertas quânticas mais avançadas nas décadas vindouras de 2020/2030, ajudando a ampliar a gama de informações. Os Neutrinos são a porta de abertura para uma nova tecnologia inovadora e não contaminante, o que inclusive poderia ser empregado na parte da medicina nuclear, justamente por não promover o deslocamento orbital dos átomos, como ocorre com a atual tecnologia nuclear como os aparelhos de ressonância magnética, tomografia computadoriza, raios X e outras, que acabam por gerar o deslocamento dos átomos do corpo humano, podendo potencialmente gerar efeitos nocivos.

Em 1956 os Neutrinos foram cientificamente detectados por Frederick Reines (1918-1998) e Clyde L. Cowan Jr (1919-1974), emitidos de um reator nuclear [“The Neutrino”, Frederick Reines & Clyde L. Cowan, Jr., Nature 178, 446 (1956); “Detection of the Free Neutrino: A Confirmation”, Clyde L. Cowan, Frederick Reines, Francis B. Harrison, Herald W. Kruse, & Austin D. McGuire, Science, 124, 103 (1956) ]. Reines recebeu o prêmio Nobel em 1995 pela descoberta. Neutrinos produzidos no núcleo do Sol saem ao espaço com muito pouca interação, atravessam a distância entre o Sol e a Terra, e na maioria dos casos passam pela Terra sem qualquer perturbação. Milhões destes neutrinos passam por nosso corpo a todo segundo, mas durante nossa vida inteira somente alguns destes interagirão com nossos átomos. O mais importante é que os neutrinos carregam informação sobre o interior do Sol, onde a energia está sendo gerada.

Da mesma forma como o Sol gera milhões de partículas de Neutrinos, a Alma permeia a estrutura corporal dos seres humanos, não existindo uma explicação cientifica para o mesmo. O primeiro ponto dessa falta de interesse, reside nos processos dolorosos entre o catolicismo e os cientistas que foram duramente combatidos pelo imperialismo religioso nos primórdios do século XIV em diante. Dessa forma a ciência moderna, tem procurado se afastar da religião e evitado buscar respostas para as questões filosóficas e sem respostas satisfatórias. Com a proposta das teorias Quânticas, naturalmente um processo de convergência entre filosofia e ciência, está novamente ocorrendo uma aproximação, que deverá render em alguns pesquisadores essa inquietação e busca por respostas, com base no que atualmente existe de teorias e comprovações. Esta nossa abordagem é justamente para ajudar a abrir um novo caminho na questão do que é composta a Alma e o Espírito, que habitam o corpo e a consciência humana e das outras formas de vida.

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