INFLUÊNCIA DO FLÚOR NO Q.I.

Amigos e alunos,

Compartilhamos com vocês a avaliação do Dr. Victor Sorrentino, renomado médico com uma visão holística da medicina, sobre um estudo publicado recentemente sobre o flúor e sua influência no quoeficiente de inteligência de crianças. Neste estudo, mais de 600 mulheres foram acompanhadas por quatro aos durante a gestação, testando o Q.I. de seus filhos posteriormente. Foram analisadas crianças de mães que haviam ingerido flúor e daquelas que não haviam tido contato com este medicamento.

Este estudo reforça as recomendações que temos dado em várias lives sobre a qualidade da água que consumimos, buscando sempre ingerir água mineral de boa qualidade e procedência.

Página do Dr. Victor Sorrentino no Facebook

Escreve Dr. Victor Sorrentino em suas páginas nas redes sociais: Para o estudo prospectivo, os pesquisadores coletaram amostras trimestrais de urina materna para dosar a concentração de flúor, bem como dados sobre a ingestão materna de água da torneira, bebidas como chá e café, uma vez no primeiro trimestre e uma vez no terceiro trimestre gestacional. A equipe avaliou 601 mulheres que deram à luz entre 2008 e 2012 em seis cidades do Canadá: o QI de seus filhos foi testado pela Wechsler Primary and Preschool Scale of Intelligence-III entre os três e quatro anos de idade.

Das 400 mulheres com dados completos informados pelas próprias participantes sobre ingestão de água – excetuando-se as que não bebiam água da torneira ou viviam fora das regiões de fluoração da água – cada 1 mg de aumento da ingestão diária de flúor foi associado a uma diminuição de 3,66 da pontuação do QI entre meninos e meninas (P = 0,04).

O grande diferencial deste estudo, foi tentar levar em consideração as limitações dos estudos observacionais, fazendo a análise de mais de 30 covariáveis e rodando várias análises de sensibilidade. As análises de sensibilidade, por exemplo, não mostraram nenhuma modificação do resultado após a consideração de outros contaminantes neurotóxicos.

As covariáveis foram: sexo do bebê, idade gestacional e idade no momento da realização do teste; exposição passiva à fumaça de cigarro; qualidade do ambiente da casa da criança; cidade; renda familiar; e, idade, escolaridade, situação laboral, tabagismo, raça e/ou etnia paternos. Os fatores maternos foram os associados ao metabolismo do flúor, bem como idade, paridade, raça e/ou etnia (branca ou não branca), escolaridade, tabagismo, índice de massa corporal (IMC) anterior à gestação, estado civil, país de nascimento, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, gestação, duração do aleitamento materno e doenças crônicas durante a gestação, como diabetes gestacional e hipertensão gravídica, ou seja, tentou-se excluir todas as possibilidades de fatores de confusão.

Bom entendedores e profissionais acostumados a ler criticamente estudos científicos, entenderão por aqui que a análise bioestatística é consideravelmente sólida e o motivo pelo qual, no fim das contas, trata-se de um interessante estudo observacional que agrega dados importantes à literatura existente neste espaço, examinando a extremidade inferior da exposição ao flúor. Apesar de, em termos de medicina baseada em evidências, o estudo observacional portanto não ter poder alto de decisões regulamentares (lembre-se que a orientação absurda na redução de gordura saturada na dieta tenha sido com base em um estudo observacional extremamente mal conduzido e fraudulento) este é um dos estudos mais rigorosos publicados em todo este campo, porque os pesquisadores estão usando marcadores biológicos, o que representa uma melhora substancial em relação aos últimos estudos epidemiológicos que utilizaram apenas dados geográficos ou outros indicadores para determinar os níveis de exposição ao flúor.

Acrescentamos a isto um fato fundamental: a hipótese ter sido baseada em fisiologia e bioquímica, pois sabemos que o Flúor é halogênio do Iodo, nutriente essencial para o funcionamento de diversos sistemas, mas fundamentalmente a tireóide, ou seja, a hipótese fisiológica contribui para a confirmação das evidências do estudo em questão. Sendo assim, seria difícil criticar este estudo como sendo sujeito a vieses ou fatores de confusão. As análises de sensibilidade reforçaram a capacidade de concluir que as relações encontradas foram muito fortes.

No editorial que acompanha o estudo, o Dr. David C. Bellinger, Ph.D., professor de neurologia e psicologia na Harvard Medical School, nos EUA, indica que estudos anteriores associando o flúor à diminuição da cognição – na maioria das vezes estudos ecológicos – “geralmente foram limitados pela sua má qualidade”. O editorialista observa que os autores do estudo em tela “levaram em conta inúmeras possíveis ameaças à validade das conclusões”, aparentemente resultando em conclusões robustas.

“A hipótese de que o flúor é um agente tóxico para o desenvolvimento neurológico deve agora ser considerada com seriedade”, escreveu o Dr. David, lembrando quanto tempo os pesquisadores levaram para concluir que não existe nenhum limiar de exposição segura ao chumbo, por mais baixo que seja. “A pesquisa sobre o flúor como potencial agente tóxico para o desenvolvimento neurológico ainda está no estágio inicial, e ainda não foi gerada nenhuma grande quantidade de evidências de estudos epidemiológicos de alta qualidade.”

“Em termos populacionais, estamos falando de um efeito muito grande”, especialmente quando não há benefícios da exposição ao flúor para o feto, disse a Dra. Christine, uma das pesquisadoras do estudo. Seu antigo colega de pesquisa, Dr. Howard, concordou. Como os estudos epidemiológicos se concentram na média dos efeitos na população total, algumas crianças perdem mais pontos e outras perdem menos, disse o professor. “Se você deslocar toda a curva de QI em 3 a 4 pontos, algumas crianças realmente não podem se dar ao luxo de perder pontos de QI.”

O Dr. David também escreveu que a “perda cognitiva total em nível populacional pode ser importante” com o tamanho de efeito descrito, embora o professor de neurologia tenha acrescentado que os estudos preliminares de associações posteriormente confirmadas “tendem a descrever tamanhos de efeito maiores do que os estudos posteriores”.

O mesmo grupo de pesquisadores tem publicado vários outros estudos sobre exposição ao flúor e problemas neurológicos nas crianças, tais como aumento da incidência de transtorno de déficit de atenção e/ou hiperatividade (TDAH).

Os órgãos federais norte-americanos não têm ignorado a pesquisa em saúde pública sobre a fluoração da água. A Environmental Protection Agency (EPA) reavaliou o conhecimento científico sobre o flúor em 2015, na época em que o nível máximo de flúor na água era de 4 mg/L com um parâmetro secundário não corroborado (embora recomendado) de 2 mg/L. Esta quantidade visa proteger contra os efeitos nocivos do flúor, enquanto o Health & Human Services norte-americano recomenda 0,7 mg/L como nível ideal de flúor para equilibrar os benefícios da redução das cáries dentárias e o potencial lesivo da fluorose dental. Após a reavaliação da EPA em 2015, eles aconselharam uma dose de referência de 0,8 mg/kg/dia como “estimativa da exposição diária passível de não ter efeito nocivo durante uma vida inteira”. Os limites da FDA para o teor de flúor na água engarrafada variam de 0,8 a 2,4 mg/L nos Estados Unidos.

As diretrizes de qualidade do teor de flúor na água potável da Organização Mundial da Saúde (OMS) são de 1,5 mg/L, mas reforçam a necessidade de os funcionários de saúde pública local considerarem a variação geográfica em termos de clima, da ingestão de água e de outras fontes de flúor, inclusive as diferenças geográficas e geológicas.

Importante aqui ressaltar que resultados encontrados em meninos e meninas foram conflitantes, sendo sexo masculino mais afetado, provavelmente por suscetibilidade neurológica, uma vez que a literatura sobre a toxicidade para o desenvolvimento neurológico já mostra que os homens tendem a ser mais sensíveis às exposições, inclusive ao chumbo e aos disruptores endócrinos.

Observação importante: não estou falando que flúor faz mal para os dentes. Estou sendo pontual ao analisar criticamente o importante estudo publicado simplesmente em uma das revistas de mais peso científico da área médica, o JAMA. Fazendo-nos refletir também sobre o quão deletério pode ser um medicamento que todos nós somos obrigado a ingerir diariamente.

Vídeo recomendado sobre o processo de fabricação do Flúor:

Fonte da pesquisa (link)