A CIDADE DAS BERMUDAS PARTE 2- DO LIVRO “OS EXILADOS DE ALTAIR IV”

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A Cidade das Bermudas (parte 2)

Satã foi um dos principais responsáveis pelos problemas ocorridos na Terra com a presença de extraterrestres não confederados protegidos pelo príncipe planetário Caligasto, que permitiu muitas divergências políticas entre as diferentes potências presentes na Terra.

A construção do Templo e Portal nas Bermudas tinha a atuação direta das forças não-confederadas, que acreditavam poder se reintegrar com a Fonte através de um salto quântico para a 7ª Dimensão por meio desse Portal. No entanto, essas entidades não queriam se comunicar com as entidades responsáveis pelo processo de reintegração, que eram justamente as suas Presenças Eu Sou, ou mesmo com os Mestres da Fraternidade Branca e outras delegações da Confederação Intergaláctica lideradas pelo Arcanjo Miguel e Gabriel dentro do Sistema Solar.

Estes e outros fatores levaram a mais conflitos entre ambas as realidades que buscavam a reintegração com a fonte pessoal. As forças do mal, por assim dizer, não compreendiam que o salto para a 7ª Dimensão através de um processo científico, sem o acompanhamento do espírito e da psique humana, não fariam a reintegração. Isso porque existia um desequilíbrio entre ambas as linhas estacionárias em cada plano. Estar na 7ª dimensão não significava uma reintegração com a sua Presença Eu Sou, que eles sabiam muito bem que residia nessa mesma dimensão, mas como o processo não era natural e seus diversos corpos suprafísicos não estavam adaptados e em ressonância com essa nova realidade, existiria um choque energético, que em 95% dos casos provocaria a morte de muitos desses corpos suprafísicos, que perderiam os parâmetros de realidade com cada uma de suas constantes, além de suas moléculas necessitarem de um processo de adaptação. O mesmo ocorreria com as moléculas e Elementais da natureza que compõem não só os corpos humanos como o próprio planeta Terra.

Para se efetuar um salto dessa natureza, é necessário que antes as pessoas desenvolvam um processo de despertar, alinhando suas consciências com os planos mais sutis do universo, podendo então vivenciar outras realidades e captar as frequências extradimensionais que cada ser possui dentro de seus corpos suprafísicos e, com isso, ir preparando um processo interno de burilamento que possibilita ascender para outras realidades, levando consigo a cada passo seus corpos sutis a uma reintegração.

A reintegração é gradual e somente mediante um processo de ascensão legítimo através do cristo interno que se torna possível uma reintegração plena com seus corpos sutis até o nível da 7ª dimensão onde normalmente vibra a Presença Eu Sou de cada ser humano. Mas, para se chegar a uma ascensão dessas, é necessário um processo de burilamento e preparação progressiva como os Grandes Mestres da nossa história efetuaram, como Jesus Cristo, Gautama, Yogananda, São Francisco de Assis, Clara, Saint Germain, Kuan Ying, pessoas incríveis que dedicaram suas vidas físicas a nos ensinar e trilhar o caminho do equilíbrio até encontrarmos a porta para nosso Cristo Interno.

Não podemos comparar estes deuses criadores despertos que chamamos de Mestres Ascensionados com as pessoas da cidade das Bermudas e de outros locais e épocas, que habitaram a Terra e buscaram a reintegração através de artifícios, pois a nossa missão é justamente a reintegração pelo amadurecimento, pela sabedoria e mestria em cada plano utilizado pelos nossos corpos sutis. Isso era um dos fatores preponderantes que inviabilizava por completo esse salto quântico que os Atlantes queriam fazer, pois estavam simplesmente querendo negar a seus outros corpos a possibilidade de amadurecer e de reintegrarem-se gradualmente com cada etapa evolutiva antes de uma ascensão dimensional. Isso porque no processo de ascensão, cada corpo sutil também ascensiona para um plano mais elevado até a completa reintegração com a presença Eu Sou.

As entidades ligadas a esse projeto acreditavam poder burlar essas leis da natureza, pelo fato de dominarem razoavelmente o mundo da 4ª dimensão com sua magia negra, mas a 5ª dimensão era ainda uma fronteira muito poderosa na evolução e pesquisa esotérica, porque em 5D a percepção temporal sofre perturbações dentro dos parâmetros da consciência do que é chamada comumente de 3ª dimensão, exigindo muita percepção universal dos atos e causas cármicas de um ser, o que entrava em conflito direto com a sua residência corporal na fisicalidade que não se ajustava às exigências da mente na 5ª dimensão.

Isso provocava uma limitação e incoerência para muitos pesquisadores da magia negra, que buscavam penetrar nesses domínios através de alucinógenos e outros métodos para elevar os padrões mentais para um plano alterado de consciência, o que normalmente os colocava dentro do plano da 4ª dimensão. No entanto, os pesquisadores da magia branca tinham compreendido essas distorções e buscavam de forma mais sutil compreender essa outra realidade que transgredia todos os parâmetros da 4ª dimensão, que era uma realidade fácil para suas capacidades psíquicas de captação.

A clarividência e percepção extrassensorial eram normalmente fenômenos comuns dentro dessa população, porém muitas vezes centrados na percepção do mundo da 4ª dimensão ou níveis astrais inferiores. Poucos utilizavam essas habilidades para contatar o plano da 5ª D ou mesmo planos superiores, mas existiam pessoas com essa capacidade, que na sua maioria eram magos brancos ligados à Mônada energética de Merlin, que milhares de anos posteriores seria a encarnação de Saint Germain como marco histórico dentro de nossa evolução.

Entre os magos negros, muito poucos tinham se aprofundado tanto nessa busca, por se esforçarem apenas na conquista de poder. Muitos que tinham adentrado nas realidade psíquicas da 5ª dimensão, se retiraram e se comunicaram com as linhas brancas para buscar esclarecimentos e acabaram se tornando poderosos e obstinados magos brancos. Apesar desses magos terem se convertido, tentando dialogar e expor suas experiências com os níveis suprafísicos, não foi possível remover as falanges negras que desejavam construir e dar prosseguimento à construção do Templo Central com o intuito de criar o Portal para o salto quântico.

Sandalfon e seus colaboradores estavam cientes do que isso poderia representar para a Terra, e atuaram ostensivamente em diversas reuniões, expondo resoluções científicas e simuladores holográficos para criar as condições e os fenômenos desse salto quântico e suas consequências na constante pessoal de cada ser além dos processos no planeta. Mas seus esforços só serviram para despertar uma pequena parcela dos cientistas envolvidos no programa do Portal. Caso houvesse uma intervenção direta, isso acabaria desencadeando uma nova guerra entre as polaridades na Terra, que há muitos anos vinha se alastrando de forma isolada e disfarçada, mas com relação ao Portal, poderia desencadear uma guerra aberta entre Orion, Sirius, Plêiades e outras delegações de forma fulminante para a população da Terra, onde o emprego de armas nucleares e sônicas seria o caminho mais rápido para se destruir o planeta e milhares de naves.

Esse era um dos motivos por que as diferentes frentes se toleravam e dividiam o planeta de forma relativamente pacífica, porém existiam muitos conflitos pessoais entre membros das delegações se agredindo mediante acusações e pretextos para buscar justificar suas desavenças com as outras delegações, que muitas vezes se baseavam no racismo ou política. Mas como tudo no universo, o curso dos acontecimentos levou muitas pessoas a um despertar de consciência para ambos os lados da polarização, mesmo para os membros ativos do Império de Orion, pois o despertar interno se processou em muitos dos cientistas que efetuaram os primeiros testes com o Portal ainda em fase de ajuste. Pois, inicialmente, ele foi ajustado para abrir um Portal para a 4ª dimensão, assim podendo verificar seu potencial e ajustar o que estivesse fora das especificações do grupo restrito que o projetou.

Milhares de pessoas somente seguiam ordens, sem saber o que estavam fazendo de fato e somente uma pequena cúpula de líderes e engenheiros sabiam efetivamente o que ocorria na construção e ajuste dos blocos de rocha e de cristais empregados na construção dessa grande Pirâmide. O cristal de Astrastone trazido de Orion também era uma das partes mais críticas da construção, pois ele exigia um alinhamento e precisão de 18 números após a virgula, para ajustar a simetria com os planos magnéticos dos astros que fariam o alinhamento gravitacional com a Terra anualmente em determinados ciclos orbitais.

Os antigos cientistas e líderes militares provenientes de Maldek estavam empenhados em dar continuidade ao fracassado projeto de Gizé, que culminou com a destruição de seu mundo natal. Por essa razão, tinham resgatado muitas cartas antigas e projetos escondidos nas outras construções e na própria esfinge de Gizé, para reproduzir muitas das características originais de cerca de 253 milhões de anos antes, quando foi erigida no Egito uma das maiores maravilhas da humanidade, assim como na cidade de Miradol. Com isso eles esperavam poder reproduzir a grandiosidade do passado, num projeto mais ambicioso que o anterior.

Muitas das informações referentes às pirâmides de Marte estavam presentes nos planos da pirâmide das Bermudas, o que fortalecia em muito o ego desses cientistas e sacerdotes Maldequianos da Atlântida. O subterrâneos dos templos e dos arredores das Bermudas foram construídos como bases secretas do império de Orion e de seus colaboradores Maldequianos. Com isso, a cidade tornava-se uma fortaleza capaz de repelir ataques aéreos de diversas aeronaves dos opositores, e pelo que Sandalfon tinha verificado nos rastreadores infravermelhos e de ressonância magnética direcionados da nave Polaris, a base possuía uma guarnição armada de cerca de cinco mil soldados, além de instalações a cerca de 1.300 metros de profundidade, com casulos estendendo-se até 5.300 metros onde se localizavam os bunkers de segurança dos líderes dessa organização.

A cidade na superfície era apenas uma fachada para que a população mais desinformada acreditasse que conhecia todos os segredos dessa maravilha que se apresentava como centro evolutivo e científico da Atlântida. Portanto, o projeto desse centro de pesquisas era muito antigo, e essas construções e bases subterrâneas deveriam ter pelo menos 1.000 anos de formação antes da construção da cidade da população da superfície. Isso reforçava as intenções desse grupo de sacerdotes polarizados nas energias sinistras, pois estavam muito bem aparados e sabiam o que realmente queriam. Portanto, mesmo contra a vontade do restante das delegações, eram evasivos e persistiam em continuar com seus planos, pois seus fundamentos se baseavam em outras realidades pessoais.

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