ARQUÉTIPOS GENÉTICOS CONSCIENCIAIS – CONTINUAÇÃO (2)

Oannes, retirado de Khorsabad

Continuação do livro “A ORDEM AMARYLIS” de Rodrigo Romo.

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Outro importante aspecto do passado e até do presente entre a sociedade humana e sua relação com os oceanos: a maior parte das grandes cidades ficam à beira mar. Todos os povos antigos tinham nos rios e nos oceanos ligação com diferentes divindades, como é o caso da divindade babilônica OANES, um ser que era metade homem e metade peixe, possuidor de 2 cabeças, uma de homem e outra de peixe. Ele foi o responsável por ensinar a escrita, artes, ciência e agricultura.

De acordo com contatos e canalizações que tive, uma parte da sociedade do sistema de Antares da Constelação do Escorpião é de origem anfíbia, inserindo na Terra colônias nos oceanos há mais de 1,5 milhão de anos. Portanto, dentro do que atualmente é considerado como “Povo do Mar” no processo mediúnico da Umbanda e Candomblé, presentes no decorrer da evolução humana em diferentes etapas. Também gerou arquétipos e sustentou a evolução de diversos grupos da sociedade humana terrestre.

Representação de “Dagon, o deus-peixe” encontrado por Austen Henry Layard in 1845/7, em Nimrud.

Entre as lendas dos antigos Deuses, percebe-se que normalmente os Semideuses, que não tinham sido oficializados, ou aceitos dentro do convívio dos deuses, eram abandonados à sorte na sociedade humana, como ocorreu com uma Semideusa lendária entre o povo Assírio e posteriormente babilônico, que foi conhecida como SEMÍRAMIS, filha da deusa Dérceto/Dércetis, que teria sido abandonada pela mãe por ser ilegítima, consagrada entre um humano e uma Deusa. Ao ser abandonada teria sido uma escrava durante seu crescimento, mas portadora de tamanha beleza que foi adquirida por um General de Nino e convertida em esposa. Posteriormente o Rei Nino se apaixonou por ela e a tomou como esposa de seu general. Esta Rainha teria realizado inúmeras benfeitorias na cidade da Babilônia, entre elas os grandes muros e posteriormente os jardins suspensos e lendários da Babilônia, deixando depois de 42 anos no Trono um filho para reinar chamado Nínias. Semíramis era associada à imagem da Pomba, no entanto foi uma rainha guerreira que deixou inúmeros contextos relacionados ao processo dos deuses e das sacerdotisas na ritualística entre o fluxo do sol e da lua, como a maioria dos povos antigos.

Seguindo essa mesma linha de postura dos seres humanos, temos o exemplo de um outro importante Deus ou Divindade do passado, chamado de TAMUZ, deus da vegetação e possuidor de importantes rituais de fertilidade, lavoura, agricultura e dos ciclos das 4 estações do ano, responsável pela fartura e boa aventurança das cidades. Este ser sustentaria inúmeros processos ritualísticos dentro da sociedade humana, que com o tempo o tornaria na outra divindade ADÔNIS que significa Senhor, proveniente da palavra semita Adon.

Em todos os registros da Mesopotâmia e arredores, a questão das DEUSAS e das SACERDOTISAS está diretamente interligada à humanidade e aos diversos segmentos devocionais para com os DEUSES, gerando os ritos religiosos e cultos que até o momento muitas pessoas têm buscado resgatar, baseadas nas antigas lendas e tradições que ainda existem, mas em muitos casos sem a informação correta sobre o que os Anunnakis desejavam efetivamente com esses rituais e solicitações na linha do passado.

No passado, nos poucos registros que existem sobre os Babilônicos, eles possuíam as Tríades como base de sua religião, que os nossos pesquisadores mais modernos têm adaptado para o entendimento de estrutura familiar onde temos o Pai, Mãe e Filho, que no caso eram atribuídos a ANU, ENLIL, EA (ENKI). Estes eram a primeira e mais importante tríade de Deuses que definiam as atribuições das famílias dos humanos e toda a sua estrutura familiar e devocional e depois vinham outras estruturas secundárias como a formada por SIN, SARNAS e ISTAR, nos devidos desdobramentos para outras questões da sociedade humana babilônica.

O deus SIN, que também era chamado de SENI, SEINIM em hebraico, tem o seu significado similar a pico, barro, lama e  pelo que se sabe, ele foi um dos filhos de Canaã, filho de Cam. Este, por sua vez, filho de Noé. Sin deixou descendentes que nas escrituras antigas são chamados de SINITES (SINITAS/SINEUS). Esta divindade foi denominada de DEUS DAS LEIS, sendo que em um antigo hino do Rei UR, é dito que ele criou a lei e a justiça de modo que teria estabelecido leis para a sociedade e em outras escrituras é considerado o ditador de leis do céu e da terra. Outro fator importante para essa Divindade secundária é que, segundo alguns registros, ele e seus descendentes teriam viajado para o sul no setor da Arábia e povoaram um distrito que com o tempo foi chamado e conhecido como SIN-AI. Então, este distrito foi ligado às lendas do MONTE SINAI e dos DEUSES que escolheram essa montanha para suas posteriores atividades e entre elas, a questão dos 10 Mandamentos. Além disso, o título de DEUS DAS LEIS que é atribuído a SIN e divinizado posteriormente pelo hino do Rei UR, BEL-TERITE, tem um importante significado, pois a sua primeira silaba é uma palavra próxima a BAAL, que era um dos nomes de MARDUK filho de EA/ENKI.

Aqui a coisa começa a se complicar, pois sabemos que em cada povoado os Anunnakis recebiam diferentes nomes e com isso a complexidade do estudo e da linhagem desses deuses, suas tradições e da importância das sacerdotisas dentro dessa estrutura social e familiar. De qualquer forma, a palavra Terite é a forma plural da palavra Tertu que significa LEI e dessa palavra temos em hebraico o equivalente a TORAH (LEI). Portanto, diferentes povos no decorrer de centenas de anos de história sendo guiados pelos mesmos Deuses e rituais adaptados à compreensão de cada etnia dentro da evolução da consciência humana e do restante dos processos sociais que deveriam ser ajustados.

O DEUS SARNAS/SAMAS era definido como o DEUS SOL, que em sumeriano era chamado de UTU. Este deus era filho do Deus Lua, considerado o Deus da Justiça. Em alguns registros dizem que devido aos conceitos do passado do SOL gerar a vida, queimar as lavouras e assolar nos desertos os seres humanos, este Deus com o tempo se transformou em outra divindade chamada NERGAL.

Representação dos emblemas de Ishtar (Venus), Sin (Lua) e Shamash (Sol) em uma pedra limite de Meli-Shipak II (século 12 aC)

Já quanto a ISTAR, temos aqui uma complexidade, pois em algumas canalizações se diz que INANNA é a própria ISTAR que esteve reinando junto a outros Deuses em diferentes linhas do tempo da humanidade e, dentro dessa linha, a complexidade acaba deixando mais dúvidas do que acertos, sendo que é unânime que em muitos dos rituais as DEUSAS e suas Sacerdotisas foram treinadas pelas descendentes e até mesmo pela própria INANNA dentro de cada ciclo de tempo e assim, dando continuidade ao registro e atividades das Sacerdotisas na sociedade humana. Nos estudos e pesquisas, se sabe que Istar se transformou em inúmeras divindades e com isso diversas atribuições à sua capacidade junto aos humanos e quanto à sua genealogia, que é bem questionável e incerta, pois para alguns ela é filha de SIN, já para os outros ela é filha de ANU, se for mesmo a própria INANNA. Considerada irmã de SAMAS e ERESQUIGAL, Istar está associada ao processo bélico de expansão dos povos e domínios dos Reis de Deuses e tem na sua atribuição milhares de amantes, sendo chamada de DEUSA DO AMOR, DEUSA DA GUERRA, associada à volúpia e à sexualidade e consequentemente, à fecundidade por excelência para muitos pesquisadores.

Para o povo de Uruk era chamada de Istar e para o povo de Halab também era chamada de Arbela, associada mais à questão bélica, também foi associada à Deusa Vênus ou Afrodite como Deusa do Amor. Já como Deusa da Volúpia e do Amor era chamada de Cibele. Quando associada à Deusa da Fertilidade era chamada de ASTARTE ou ASTOROTH, que no estudo do ORIXÁ REIKI 2, FUNDAMENTOS DA ESQUERDA, coloca toda a linhagem dos Exus da linha de cemitério como EXU VELUDO, EXU REI DAS 7 ENCRUZILHADAS, EXU CAVEIRA e toda essa linhagem que é paralela aos EXUS TRANCA RUAS e MARABÔ na tríade principal que é composta entre ARCANJO LÚCIFER, BELZEBUTH (BAAL) E ASTAROTH. Aqui entra a importante linhagem das POMBA GIRAS através do TRONO DE ISTAR/ASTOROTH e todo o fundamento que é estudado na QUIMBANDA e no CANDOMBLÉ.

Este conhecimento acabou sendo traduzido para o ACADIANO, que é a origem provável do idioma morto BANTO da África, que seria a base original do Candomblé brasileiro há mais de 8.000 anos do nosso tempo. O nome e a divindade Astoroth era cultuada pelos povos semitas, passando a ser uma das Divindades dos antigos escritos anteriores aos livros da Torá e, portanto, das origens dos povos locais dessa parte da Terra. Porém, em paralelo ao que ocorria com os descendentes de MU e suas etnias perdidas e divididas onde tinha sobrevivido esse império fabuloso e muito mais antigo que as culturas mesopotâmicas.

Tendo Istar essa correlação o próprio Astoroth, que representa uma divindade da fertilidade e ao mesmo tempo da sexualidade, temos que verificar a sua importância no passado para diversos aspectos da sociedade com base nas religiões e rituais que foram consagrados à INANNA através dessa alcunha, posterior na linha temporal da humanidade que se reflete até o momento atual através de rituais e religiões das DEUSAS que têm sido abertas para diversos processos nos últimos 15 anos com maior intensidade e popularismo entre o feminino e seus resgates do passado, colocando paralelamente a importância das CIGANAS, POMBA GIRAS CIGANAS, POMBA GIRAS dentro da linha das SACERDOTISAS, como venho ensinando há diversos anos no curso ORIXÁ REIKI 1 e seus importantes desdobramentos junto aos EXUS e linhagem dos LANONADECKS. Estes são os Deuses que chegaram à TERRA para povoar e manipular seus projetos genéticos para suas pesquisas perante a sociedade cósmica da Via Láctea, colocando a energia da reprodução e do Sagrado no papel da MULHER como sua linha de sucessão e codificação genética para que obtivessem o controle sobre a humanidade.

Da mesma forma que no setor das 3 Marias em Orion a ORDEM AMARYLIS gerou um importante movimento de fecundidade e multiplicação das diversas espécies, na Terra não foi diferente. E com base nisso muitas Almas que antes de chegarem à Terra já possuíam essas tarefas dentro da Ordem Amarylis, acabaram realizando as mesmas tarefas na Terra em diferentes linhas de tempo dentro das diferentes raças, etnias e sociedades dos últimos 3,2 milhões de anos se considerarmos o projeto das últimas 7 Castas, como descrito no livro EXPERIÊNCIA MORONTIAL, RODRIGO ROMO que é na verdade o livro TERRA 2, lançado em novembro de 2016.

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Fonte das imagens: Wikipedia

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